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O medo insuportável de soltar e ficar só: Como vencer a dependência afetiva

Compreenda por que é tão difícil colocar limites e como a terapia ajuda a lidar com o vazio emocional.

Por Tatiele Santos, Psicóloga CRP 08/37239 • Especialidade Clínica

Aquela sensação angustiante de que você não consegue viver sem a pessoa, mesmo sabendo que o vínculo está te machucando. O medo do abandono grita tão alto que você acaba aceitando migalhas apenas para não ter que lidar com o vazio deixado por ela.

A ilusão de que qualquer amor serve

Para quem sofre de dependência afetiva, a ideia de estar só parece um buraco negro intransponível. Essa fobia da solidão faz com que a mente crie justificativas para permanecer em relações que claramente não trazem paz, felicidade ou respeito. É comum sentir que você nunca encontrará alguém melhor ou que ninguém mais será capaz de te amar.

  • Aceitar migalhas: Você se contenta com pouca atenção e afeto apenas para manter o outro por perto.
  • Justificar o injustificável: Minimizar atitudes que magoam, buscando razões para o comportamento de quem você ama.
  • Dificuldade de impor limites: O receio de que qualquer limite resulte no abandono e no fim da relação.

O medo que paralisa

O desespero não vem da perda da pessoa em si, mas do que a pessoa preenchia dentro de você. A dependência acontece quando usamos o outro como pilar central da nossa própria existência. Quando a possibilidade desse pilar ruir aparece, o pânico toma conta.

Construindo um espaço seguro

Libertar-se da dependência afetiva não significa que você nunca mais vai amar, mas que aprenderá a amar a partir da escolha e não da necessidade. É o processo de preencher as próprias lacunas, para que o outro venha para somar, não para te salvar.

Como a terapia pode ajudar?

Vamos construir, passo a passo, um espaço seguro dentro de você. O objetivo é te fortalecer para que você possa escolher ficar por amor, e não por desespero. É um espaço para quem se sente preso em ciclos de dependência e tem dificuldade de colocar limites.

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